Etiópia – o seguro pode chegar a cronicamente pobres?

Que o Seguro Agrícola é uma ferramenta de importância estratégica para o Agronegócio, não restam dúvidas. Que o seguro beneficia os agricultores, reduzindo a sua exposição a perdas por eventos naturais, como secas ou inundações. Até aí tudo bem, mas uma pergunta fundamental a ser respondida é: Pode também servir aos cronicamente pobres?

A Etiópia nos mostra que sim.

Em 2009 aquele país africano, que apresenta seríssimas dificuldades sociais, econômicas e climáticas, deu início ao seu projeto de Seguros Agrícolas.

Os resultados iniciais são animadores. Cerca de 600 (seiscentos) produtores se inscreveram no programa. O desafio maior agora é conseguir criar uma conscientização por parte dos agricultores, da necessidade de uma gestão mais holística dos seus riscos, aliando a redução do risco, o seguro de seca e de crédito.

A idéia original consiste em apoiar o acesso ao crédito e aos empréstimos para investimentos em irrigação, sementes e enriquecimento do solo, na contratação do seguro. Dessa forma reduz-se muito a possibilidade do agricultor perder receita em caso de quebra de safra, garantindo uma estabilidade social bastante importante para aquele país.

O resultado alcançado nesse primeiro ano de projeto nos mostra que o modelo pode sim chegar aos agricultores muito pobres, a maioria dos quais anteriormente não eram considerados seguráveis.

Excelente notícia, não acham?

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