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Fundo de Catástrofe – Uma análise

Outro dia escrevi sobre o novo Fundo de Catástrofe que está caminhando no Congresso, mas fiquei devendo minha opinião acerca do tema. Bem, vamos a ela:

Analisando bem a fundo o projeto previamente aprovado, fiquei com uma sensação de que ainda falta alguma coisa. Eu justifico:

A idéia do Fundo é simples: cada seguradora coloca um pouco todo ano, o governo e a indústria colaboram, e quando houver uma catástrofe, como uma seca, parte das indenizações será paga com recursos do fundo. Ninguém quebra e o risco é diluído ao longo dos anos.

Na teoria está lindo! Mas existem algumas inconsistências fundamentais:

1) O antigo Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR), ainda em vigor, é um fracasso. Seguradoras eficientes pagam pelas ineficientes. Ninguém quer participar. É preciso evitar que isso se repita.

2) Outra questão da maior importância e que não está ainda respondida: Qual será a proporção entre recursos públicos e privados? – O Ministério da Fazenda deu seu aval ao projeto, acreditando que diminuirá a avalanche de dívidas rurais contraídas por falta de um bom seguro. Os valores estimados, no entanto, ainda estão abaixo do desejado pelo setor. Estamos falando de um aporte inicial do Governo até 2012 da ordem de R$ 2 bilhões. É pouco!!! Pode até resolver um problema pontual hoje, mas não tem uma cobertura ampla no médio e longo prazo. Apenas como comparação, nos Estados Unidos o fundo deles tem recursos da ordem de US$ 90 bilhões.

3) Quais situações, exatamente, poderão fazer uso dos recursos do fundo? – Se qualquer evento climático for motivo de utilização dos recursos, o fundo quebra. Se, por outro lado, o acesso for muito dificultado, o fundo será inútil.

4) O que é catástrofe? – Há que se definir com exatidão essa questão, que é a razão de ser do Fundo, e se mal definida, pode acarretar novo fracasso, a exemplo do que aconteceu com o FESR.

Bem, as incertezas ainda são muitas, mas a priori um perigo parece estar afastado: que os políticos se utilizem do fundo para beneficiar suas regiões eleitorais em prejuízo dos outros segurados. A administração ficará a cargo dos técnicos das seguradoras e das resseguradoras.

Melhor assim…

Corretor de Seguros ou Agrônomo???

Pouca gente sabe, mas está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei apresentado pelo Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC) que objetiva criar a profissão de “Corretor de Seguro Rural”.

 De acordo com o projeto, este profissional ficará responsável, dentre outras coisas por garantir que as formas de produção dos agricultores estejam em conformidade com as exigências da apólice de seguro; orientar os agricultores sobre técnicas de produção, cuidados na colheita, prevenção de pragas e doenças e recomendar providências que minimizem o risco de ocorrência de sinistros, como pragas e doenças, excesso de chuva ou seca que podem causar prejuízos na produção.

E mais… Para atuar como corretor de seguro rural, o profissional, deve ter ainda diploma de técnico agrícola (com experiência comprovada de dois anos) ou do curso de Ciências Agrárias, de nível superior.

Atualmente o projeto de lei se encontra na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público  (CTASP), o relator é o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB/MG).

Nada garante que este projeto será aprovado, mas cá do meu lado já tenho sérias dúvidas se essa é uma boa idéia.

Numa análise inicial, toda especialização é boa para o mercado e ajuda a proteger os segurados finais, ainda mais num segmento estratégico para o Brasil como o agronegócio, agora as responsabilidades impostas ao “novo profissional” não me parecem as mais adequadas ao corretor de seguros.

Em última análise o que depreendemos do projeto é que o corretor teria uma atuação mais próxima ao agricultor no sentido de gerenciar os seus riscos. Até aí ótimo!!! O problema é que já temos inúmeros órgãos com essa finalidade, a maioria, inclusive, ligada ao governo em suas várias esferas. E vou mais além, muitas dessas práticas já são exigidas quando o agricultor faz uso do crédito rural. Qual a novidade então?

Outra pergunta que fica é: Os agrônomos teriam que fazer curso para corretores de seguro? Afinal a via é de mão dupla, e o “segurês” não é fácil para quem não tem formação na área.

De mais a mais, quem hoje tem acesso ao seguro rural, em especial ao seguro agrícola, são os médios e grandes produtores, que já utilizam técnicas de plantio adequadas. O pequeno agricultor tem dificuldade de acesso, e não tenho certeza de que o projeto de lei da forma como está apresentado terá ação eficaz para mudar essa realidade.

Em linhas gerais, exigir do corretor uma formação em agronomia para vender seguro rural, é como esperar que o corretor de seguros de incêndio seja bombeiro, ou ainda que o corretor de automóveis seja funileiro.

Frota Segurada Brasil – Alguns Números

Segundo pesquisa realizada recentemente pela Correcta Seguros, o Brasil possui atualmente 17,846% de sua frota total segurada.

O estado de São Paulo representa quase 40% de todos os seguros de automóveis contratados no país.

Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul vêm a seguir, pela ordem, com respectivos: 9,071%; 8,901%; 7,556% e 7,254%.

No que se refere à penetração, o Distrito Federal lidera, seguido de São Paulo e Rio de Janeiro. No lado contrário, a menor penetração é dos estados da região Norte, em especial, Roraima e Amapá.

Analisando a penetração por região, apenas a região Sudeste apresenta índice de correlação positivo. A surpresa ficou com a região Sul que apresentou índice negativo.

O mundo é das mulheres – Só não vê quem não quer!!!

Não é novidade que as mulheres vêm conquistando, a cada dia, maior influência e poder de decisão dentro das famílias e dos mercados. No mundo corporativo essa importância também se consolida, na medida em que a diferença salarial (que ainda existe, é verdade) entre homens e mulheres, ocupando a mesma função profissional, vem também se reduzindo.

Fato é que estamos vivenciando uma mudança social, econômica e financeira mundial onde as mulheres ganharam poder de decisão e com isso os padrões de consumo das famílias tendem a sofrer alterações.

As mulheres têm uma maior propensão a comprar bens e serviços que visem melhorar o bem-estar da família. Da mesma forma elas têm uma visão de poupança mais apurada que os homens.

Em face desse novo cenário a pergunta que fica é: – Como elas vão gastar (e investir) o seu salário e renda familiar?

Estudo realizado pela Goldman Sachs nos ajuda a responder essa pergunta. Dizem os pesquisadores que os setores mais beneficiados devem ser os seguintes:

Alimentos:

Especialmente aqueles de alta qualidade nutritiva e naturais.

Saúde:

Aqui entram não apenas gastos com médicos, mas principalmente os produtos farmacêuticos, as vacinas (para as crianças e para os adultos), a tecnologia de diagnósticos e aparelhos médicos, além dos cuidados hospitalares. O mercado de planos de saúde privados também deve ver um crescimento significativo entre a classe média emergente em países com fracos sistemas de saúde pública.

Produtos Financeiros:

Como dito acima, parece haver uma significativa demanda por poupança e investimento. Sempre tendo em vista a questão da “segurança familiar”. Não apenas produtos bancários, mas principalmente produtos previdenciários (aqui entram também os seguros de vida com cobertura por sobrevivência) podem ter grande demanda agregada junto ao público feminino nos próximos anos.

Educação:

Não apenas para as crianças (lembram da preocupação que elas têm com a família?), mas também para as próprias mulheres. Quando falamos em educação, estamos nos referindo a algo bem mais abrangente que a simples alfabetização, mas também a “preparação” para o vestibular, os cursos privados de línguas, cursos de formação profissional, pós-graduações, MBAs, mestrados e doutorados.

Cuidados com as crianças:

Essa demanda deverá crescer mais rapidamente nos países mais ricos, aonde a participação da força de trabalho feminino vem aumentando. Esses gastos permitem que as mulheres possam trabalhar fora de casa, e ainda, que as filhas mais velhas não venham perder oportunidades de educação e formação por precisar ficar em casa para cuidar dos irmãos mais novos.

Como se explica isso? – Fácil!!! EDUCAÇÃO é a palavra-chave. Segundo o estudo já citado, as mulheres mais jovens possuem um nível de alfabetização substancialmente mais alto que as de mais idade, e se isso não explica completamente a nova realidade, pelo menos já nos ajuda a entender e antever a importância que as mulheres terão no mundo num futuro próximo.

É isso aí meus amigos… O mundo está mudando… E é das mulheres… Só não vê quem não quer!!! 

Acidentes de Trânsito – Números Interessantes

O trânsito é responsável pela morte de mais de 30 mil brasileiros a cada ano. Isso representa a perda de uma vida a cada 18 minutos. Esses números posicionam os acidentes de trânsito como o segundo maior problema de saúde pública do Brasil, perdendo apenas para a desnutrição.

A falha humana, em todo o mundo, é responsável pela maior parte dos acidentes registrados. No Brasil não é diferente:

- 64% dos acidentes são causados por falhas humanas.

- 30% têm origem em problemas mecânicos.

- 06% é conseqüência de má conservação de via.

Dentre as falhas humanas, 76% dos motoristas confessam ter o mau hábito de se distrair com outras atividades enquanto dirigem. Segundo relatos, as situações que causam mais sustos e acidentes no trânsito, são as seguintes:

- Separando briga dos filhos – 26%

- Apagando cigarro – 22%

- Usando o laptop – 21%

- Conversando com um passageiro – 18%

- Falando ao celular – 13%

Mesmo havendo forte campanha para garantir a segurança no trânsito, as estatísticas de acidentes só serão reduzidas quando todos tiverem plena consciência de quão perigosa a direção imprudente pode ser.

Sendo assim, nunca é demais relembrar a importância de manter-se muito atento à sua direção e à direção dos demais. Assim poderemos evitar atropelamentos e colisões fatais, preservando a sua vida e as que estão ao seu redor.

O Brasil agradece !!!

Fundo de Catástrofe – Será que agora vai?

Os seguros agrícolas, por definição, apresentam grandes possibilidades de perdas catastróficas, daí a atividade resseguradora ser de fundamental importância no segmento, não apenas no Brasil, mas no mundo todo.

A abertura do resseguro brasileiro aos “players” internacionais foi, indiscutivelmente, um avanço e representa uma excelente perspectiva para a comercialização de seguros agrícolas no Brasil. Não devemos ser, porém, excessivamente otimistas.

Existem no mundo pouco menos de uma dúzia de resseguradores com atuação efetiva nos seguros agrícolas, e a bem da verdade, essas companhias já operavam no Brasil através de contratos automáticos ou facultativos junto ao IRB.

Praticamente nada do risco fica aqui em nosso país, por isso entendo que apesar da abertura do resseguro, nossa capacidade de transferência desses riscos continuará reduzida.

Na busca de uma solução definitiva foi aprovado na última semana pela comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural a criação de um fundo para oferecer cobertura suplementar aos riscos do seguro rural, conhecido como “fundo de catástrofe”, o qual terá as seguintes características:

- Extinção do antigo Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR).

- A responsabilidade pela cobertura de riscos catastróficos passa a ser, subsidiariamente, da União.

- O Governo realizará um porte inicial de até R$ 4 bilhões (R$ 2 bilhões na ocasião de sua adesão e o restante nos dois anos seguintes).

- A expectativa é de que, logo após sua implementação, o Estado detenha cerca de 90% das cotas do fundo, e com a maior penetração do seguro junto aos agricultores, os aportes do Tesouro Nacional se tornem desnecessários num prazo estimado de 10 a 15 anos.

- A solução de continuidade se dará na forma do gerenciamento dos riscos: o produtor de maior risco pagará prêmio mais elevado; o prêmio cobrado da seguradora pela proteção do fundo será tão mais alto quanto maior for o risco transferido; as seguradoras não poderão selecionar as apólices que serão transferidas ao fundo, terão que segurar a totalidade da carteira; operações com o fundo terão de incluir todo o grupo econômico a que pertencer a seguradora.

- Será permitido ao novo fundo contratar para si, proteção no mercado internacional de resseguros.

O projeto segue tramitando em regime de prioridade, e ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado em Plenário.

Isso é bom? No meu modo de ver ainda não é o ideal (depois eu volto a escrever sobre isso), mas que já é um alento isso é…

Big Brother Veícular

Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav) – Apesar do nome estranho estamos falando de monitoramento de veículos através de “chips”.

Já aprovado na esfera federal, o prazo para adequação é de 05 anos, o que implica dizer que até 2014 teremos toda a nossa frota monitorada, sejam os veículos novos, sejam os veículos usados.

A tecnologia, espera-se, permitirá um melhor gerenciamento do trânsito, uma vez que o monitoramento da velocidade de dará por trechos e não pontualmente, como fazem hoje, os radares em todo o País. Ou seja, não vai adiantar o motorista colocar o pé no freio só quando estiver passando pelo equipamento de fiscalização.

O monitoramento por chip também será um instrumento de segurança pública. Todos os DETRANs do País terão de abastecer uma base de dados com informações sobre veículos roubados, furtados, clonados ou usados em seqüestros.

E a coisa não para por aí, os governos também se beneficiarão diretamente, uma vez que poderão fiscalizar através do sistema, licenciamento, multas, IPVA e inspeção veicular. No caso de São Paulo, em especial, o município poderá ainda atribuir outras funções ao aparelho, como fiscalizar o rodízio de veículos.

O pedágio urbano, projeto originalmente implantado com sucesso em Londres, e que alguns políticos e governantes já defendem como solução para o trânsito cada vez mais caótico das grandes cidades, torna-se perfeitamente viável com a nova tecnologia.

Mas nem tudo são flores, olhando pelo lado feio, o sistema permitirá que se saiba, com grande detalhamento, o movimento de um veículo pela cidade, o que pode trazer preocupações quanto à privacidade. O projeto do rastreador veicular foi anteriormente derrubado por este motivo. É esperar para ver.

Carros – O Cigarro de Amanhã???

Na década de 60, cigarro era sinônimo de atitude, de independência, de sucesso. Não raro víamos nos filmes de Hollywood o herói fumando aquele cigarrão em companhia da bela mocinha.

 Bem, isso acabou. A campanha antitabagista que é recorrente não apenas no Brasil, mas no mundo todo, vem alcançando resultados. Fumar, que antes era moderno, hoje é “careta”. É a geração saúde se fazendo presente.

 Com os novos tempos, o vilão tende a mudar. Agora é cada vez menos “bacana” ter um carro.  Afinal ele polui, causa congestionamentos e mata.

 Só na cidade de São Paulo, os automóveis respondem por 97% do CO2 emitido. Em 2008 foram responsáveis, direta ou indiretamente, pela morte de pelo menos 4.748 pessoas. Não bastassem esses números existe ainda o desconforto dos engarrafamentos que toma tempo e estressa a população.

 É ou não é o cenário perfeito para que, a exemplo do que ocorre com o movimento antitabagista, o automóvel perca espaço no mundo moderno?

 Exemplos não faltam:

 Em Londres, o prefeito implantou um pedágio urbano no centro da cidade, que resultou na redução de 21% da quantidade de veículos que por lá circulam.

 Em Seul havia uma espécie de “Minhocão” (aquele de São Paulo mesmo), que cruzava um grande rio da região, e por onde circulavam cerca de 160 mil carros diariamente. Pois bem, objetivando despoluir o rio, o prefeito demoliu o viaduto e criou um parque. Resultado? O prefeito virou presidente.

 Fato é que, a exemplo das medidas antifumo, que começaram impopulares e depois ganharam a aprovação das pessoas, não se espante se daqui a algum tempo, as pessoas olharem feio por ter um carro ou dirigir na frente das crianças.

 É o sinal dos tempos!!!

Nova Política de “Benefícios”

Quer tirar o melhor de seus funcionários? – Trate-os mal!!!

Quem diz é a Universidade de Princeton. Em estudo recente eles descobriram que, quando as pessoas recebem incentivo financeiro para realizar alguma tarefa, acabam demorando mais para terminá-la. Isso supostamente acontece porque o bônus distrai a mente, que pensa mais no dinheiro que no trabalho.

Ah, se a moda pega…

Death Bonds – Investimento da Morte

Ações, Soja, Milho, Bois, Petróleo, Câmbio, Taxas de Juros, Dívidas, enfim quando pensamos que já se apostou em tudo, eles nos surpreendem novamente. Agora os bancos de Wall Street inventaram um novo jeito de tentar ganhar dinheiro: apostar na morte das pessoas.

A idéia é criar um tipo de investimento, que já está sendo apelidado de “death Bond” (Título da Morte), e basicamente consiste no seguinte: Os bancos compram seguros de vida de idosos (ou seja, o direito a receber a indenização por morte) e revendem para investidores. A partir daí, quanto mais rápido os velhinhos morrerem, maior será o ganho desses investidores.

Achou mórbido? – Pode ser, mas por incrível que pareça, já existem pelo menos 9 bancos, entre eles gigantes como Goldman Sachs e Credit Suisse, interessados na novidade.

Se fizermos um breve exercício sobre o tema, chegaremos a algumas conclusões de assustar. Com os avanços da medicina, no futuro, os idosos certamente viverão por mais tempo, o que reduziria muito a rentabilidade do “negócio”. Por isso os bancos pretendem selecionar pessoas com as mais variadas doenças.

Mas há quem defenda a operação. Olhando de forma absolutamente pragmática, esta seria uma forma de “hedge” por parte das seguradoras de vida. Uma forma de buscar proteção, a exemplo do que já ocorre com os “Cat Bonds”, quando analogamente falamos de riscos patrimoniais catastróficos.

Fato é que se espera que os “death bonds” atraiam cerca de US$ 160 bilhões em investimentos.

É…Depois de especular com financiamentos imobiliários, e quase quebrar a economia global, diga-se de passagem, nos resta torcer para que o governo norte-americano não seja negligente nessa fiscalização, como já foi anteriormente no caso dos “Sub-Prime”.